Aconteceu em 1920 - D. Duarte renuncia em favor do filho

Numa edição em que também fazia capa o Congresso Transmontano - evento presidido pelo arcebispo de Braga do qual os enviados especiais do DN relatavam todos os detalhes de uma negociação acesa sobre "os interesses da região do Douro, especialmente a questão vinícola" -, o espaço central era ocupado com um assunto de Estado.

Dez anos depois de o país trocar a Monarquia pela República, anunciava-se que D. Miguel de Bragança renunciara "os seus direitos à coroa de Portugal em seu filho, D. Duarte Nuno de Bragança", tendo sido escolhida "para tutora do novo pretendente a infanta Dona Aldegundes, Duquesa de Guimarães". Dias antes, recordava o DN, também o primogénito de D. Miguel, com o mesmo nome, renunciara.

O pai de D. Duarte Pio de Bragança (atual pretendente ao trono, caso Portugal fosse um regime monárquico) tornava-se assim o legítimo sucessor. "Sétimo filjo do segundo matrimónio de D. Miguel com D. Maria Tereza de Loewstein, nascido em 23 de setembro de 1907 na Baixa Áustria, educado por sua mãe e pela sr.ª D. Maria das Dores Prego Castelo, além de das línguas estrangeiras aprendeu o português", relatava o Diário de Notícias neste dia 10 de setembro de 1920.

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Os aspirantes a populistas

O medo do populismo é tão grande que, hoje em dia, qualquer frase, ato ou omissão rapidamente são associados a este bicho-papão. E é, de facto, um bicho-papão, mas nem tudo ou todos aqueles a quem chamamos de populistas o são de facto. Pelo menos, na verdadeira aceção da palavra. Na semana em que celebramos 45 anos de democracia em Portugal, talvez seja importante separarmos o trigo do joio. E percebermos que há políticos com quem podemos concordar mais ou menos e outros que não passam de reles cópias dos principais populistas mundiais, que, num fenómeno de mimetismo - e de muito oportunismo -, procuram ocupar um espaço que acreditam estar vago entre o eleitorado português.