Premium A inteligência artificial e o Jazz (também) em debate no CCB

Lisboa e o Centro Cultural de Belém foram a escolha da organização para a 5.ª edição de 2018 da Conferência Europeia de Jazz. Protagonistas desta música vão debater as novas tendências e agendar o futuro do setor.

A edição de 2018 da Conferência Europeia de Jazz vai acontecer a partir de quinta-feira e até domingo no Centro Cultural de Belém (CCB). A cidade de Lisboa foi escolhida pela principal reunião anual da indústria ligada ao jazz e à música criativa na Europa. Para o ano será na localidade italiana de Novara que os líderes dos festivais de música, promotores, gestores culturais, agentes, jornalistas e agências de exportação ao nível regional e nacional continuarão o trabalho que agora vai acontecer na capital portuguesa.

Um dos painéis vai debater as novas tecnologias no setor e até que ponto a inteligência artificial pode ajudar na composição e na interpretação improvisada. No mesmo encontro, vão apresentar-se a Orquestra Jazz de Matosinhos com Maria João, João Paulo Esteves da Silva, João Barradas e João Mortágua (dia 13, às 22.00); o Espen Eriksen Trio com Andy Sheppard - Perfectly Unhappy (dia 14, às 21.30) e Bugge Wesseltoft's New Conception of Jazz (dia 15, às 21.30).

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Patrícia Viegas

Espanha e os fantasmas da Guerra Civil

Em 2011, fazendo a cobertura das legislativas que deram ao PP de Mariano Rajoy uma maioria absoluta histórica, notei que quando perguntava a algumas pessoas do PP o que achavam do PSOE, e vice-versa, elas respondiam, referindo-se aos outros, não como socialistas ou populares, não como de esquerda ou de direita, mas como los rojos e los franquistas. E o ressentimento com que o diziam mostrava que havia algo mais em causa do que as questões quentes da atualidade (a crise económica e financeira estava no seu auge e a explosão da bolha imobiliária teve um impacto considerável). Uma questão de gerações mais velhas, com os fantasmas da Guerra Civil espanhola ainda presente, pensei.