Premium Guiné-Bissau: uma campanha de luxo num país sem dinheiro

761 676 guineenses estão registados para votar nas legislativas de dia 10, já adiadas duas vezes por dificuldades financeiras. Apesar disso, os 21 partidos na corrida parecem não ter falta de dinheiro. Jovens estão fartos de golpes e querem riqueza natural e cultural da Guiné-Bissau usada para o desenvolvimento do país.

É uma campanha eleitoral de luxo num dos dez países mais pobres do mundo. Esta é a frase que se ouve diariamente em Bissau e nas outras grandes cidades guineenses antes das legislativas deste domingo, dia 10. Jovens académicos e intelectuais mais críticos dizem não conseguir compreender como é possível os partidos políticos (há 21 na corrida eleitoral) inundarem o país com carros de luxo e ostentarem um volume de dinheiro que ninguém poderia pensar que existia na Guiné-Bissau. Num abrir e fechar de olhos. E querem saber a proveniência deste dinheiro que agora circula facilmente nas mãos dos líderes partidários. Por tudo isso dizem que o que há no país é "uma campanha de luxo num país de lixo".

Não obstante as críticas e o facto de o país ter adiado já duas vezes o processo eleitoral, o governo guineense conseguiu reunir todas as condições necessárias para que 761 676 eleitores guineenses possam ir às urnas para eleger os 102 deputados. Foi com apoio internacional que o governo de Aristides Gomes conseguiu ultrapassar as enormes dificuldades materiais e financeiras que tinha e que poderiam, pela terceira vez consecutiva, pôr em causa a data de 10 de março marcada pelo presidente da República José Mário Vaz para a ida às urnas naquele país lusófono membro da Comunidade Económica dos Estados de África Ocidental (CEDEAO).

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