Premium Greve nos cacilheiros: porque há tão poucos mestres no Tejo?

O salário pouco ultrapassa os mil euros e a responsabilidade é muita. Dos 20 mestres da Soflusa, três estão de baixa. Há quatro em formação, mas não chegam para as necessidades, diz o sindicato. Por que razão há tão poucos candidatos? Greve termina esta quarta-feira

"Isto é um problema e não é de agora. Temos poucos mestres, e os poucos que temos não são justamente recompensados." Pedro Mateus, representante do Sindicato dos Transportes Fluviais, Costeiros e da Marinha Mercante (STFCMM), fala ao DN a meio da greve de três dias dos mestres dos barcos que fazem a travessia do Tejo, propriedade da empresa Soflusa.

Quando os mestres julgavam ter alcançado a reivindicação de maio passado - um prémio de chefia no valor de 60 euros - souberam que a folha salarial de julho viria sem esse valor. "Suspenderam o que tínhamos acordado e não nos deixaram alternativa que não seja voltar à luta. Sabemos que as pessoas saem prejudicadas, mas não há outra forma", afirma o representante dos mestres.

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