Premium Maduro toma posse contra tudo e contra todos

Parlamento venezuelano considera novo mandato ilegítimo, União Europeia não reconhece resultado das eleições de maio e Portugal, que tem cerca de 500 mil emigrantes e descendentes a viver na Venezuela, não estará na cerimónia.

Isolado internacionalmente, criticado internamente, contra tudo e contra todos, Nicolás Maduro, de 56 anos, toma posse nesta quinta-feira para um novo mandato como presidente da Venezuela.

Portugal, que tem na Venezuela a segunda maior comunidade de emigrantes na América Latina, depois do Brasil, não vai fazer-se representar na cerimónia que, à falta de reconhecimento do Parlamento venezuelano, vai ter lugar perante o Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela. Cerca de 500 mil emigrantes ou descendentes vivem na Venezuela. O governo português tem prometido prestar-lhes todo o apoio e alguns têm optado por regressar nos últimos anos a Portugal.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Adriano Moreira

O relatório do Conselho de Segurança

A Carta das Nações Unidas estabelece uma distinção entre a força do poder e o poder da palavra, em que o primeiro tem visibilidade na organização e competências do Conselho de Segurança, que toma decisões obrigatórias, e o segundo na Assembleia Geral que sobretudo vota orientações. Tem acontecido, e ganhou visibilidade no ano findo, que o secretário-geral, como mais alto funcionário da ONU e intervenções nas reuniões de todos os Conselhos, é muitas vezes a única voz que exprime o pensamento da organização sobre as questões mundiais, a chamar as atenções dos jovens e organizações internacionais, públicas e privadas, para a necessidade de fortalecer ou impedir a debilidade das intervenções sustentadoras dos objetivos da ONU.