Premium Globo e Bolsonaro em fogo cruzado. Quem ganha a "terceira guerra mundial"?

Palácio do Planalto quer cortar verbas e supostos privilégios da líder de audiências. Estrelas da emissora lançam diretas e indiretas ao presidente. Os dados estão lançados numa batalha que pode marcar todo o mandato presidencial.

Na tomada de posse de Jair Bolsonaro, no dia 1 de janeiro, em Brasília, sempre que um dos (muitos) repórteres da TV Globo, líder absoluta de audiências, ou da Globo News, o seu braço exclusivamente noticioso, se aproximava da área reservada ao público ouvia gritos do outro lado "WhatsApp, WhatsApp, WhatsApp!". No terreno, a guerra já está em marcha.

Aliás, começou logo na pré-campanha, no início do ano passado, quando o "povo bolsonarista" preferiu informar-se pelo aplicativo de telemóvel, muitas vezes via fake news, a consumir os media tradicionais, que acusava de perseguição ao seu candidato.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Adriano Moreira

O relatório do Conselho de Segurança

A Carta das Nações Unidas estabelece uma distinção entre a força do poder e o poder da palavra, em que o primeiro tem visibilidade na organização e competências do Conselho de Segurança, que toma decisões obrigatórias, e o segundo na Assembleia Geral que sobretudo vota orientações. Tem acontecido, e ganhou visibilidade no ano findo, que o secretário-geral, como mais alto funcionário da ONU e intervenções nas reuniões de todos os Conselhos, é muitas vezes a única voz que exprime o pensamento da organização sobre as questões mundiais, a chamar as atenções dos jovens e organizações internacionais, públicas e privadas, para a necessidade de fortalecer ou impedir a debilidade das intervenções sustentadoras dos objetivos da ONU.