Premium Globo e Bolsonaro em fogo cruzado. Quem ganha a "terceira guerra mundial"?

Palácio do Planalto quer cortar verbas e supostos privilégios da líder de audiências. Estrelas da emissora lançam diretas e indiretas ao presidente. Os dados estão lançados numa batalha que pode marcar todo o mandato presidencial.

Na tomada de posse de Jair Bolsonaro, no dia 1 de janeiro, em Brasília, sempre que um dos (muitos) repórteres da TV Globo, líder absoluta de audiências, ou da Globo News, o seu braço exclusivamente noticioso, se aproximava da área reservada ao público ouvia gritos do outro lado "WhatsApp, WhatsApp, WhatsApp!". No terreno, a guerra já está em marcha.

Aliás, começou logo na pré-campanha, no início do ano passado, quando o "povo bolsonarista" preferiu informar-se pelo aplicativo de telemóvel, muitas vezes via fake news, a consumir os media tradicionais, que acusava de perseguição ao seu candidato.

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Ferreira Fernandes

A angústia de um espanhol no momento do referendo

Fernando Rosales, vou começar a inventá-lo, nasceu em Saucelle, numa margem do rio Douro. Se fosse na outra, seria português. Assim, é espanhol. Prossigo a invenção, verdadeira: era garoto, os seus pais levaram-no de férias a Barcelona. Foram ver um parque. Logo ficou com um daqueles nomes que se transformam no trenó Rosebud das nossas vidas: Parque Güell. Na verdade, saberia só mais tarde, era Barcelona, toda ela.