Premium "Há uma guerra comercial que mata e que precisa de construir pobres para ver alguns ricos"

Nesta segunda-feira a Declaração Universal dos Direitos Humanos comemora 70 anos de existência. Em Portugal, o diretor da Amnistia Internacional, Pedro Neto, está preocupado com a falta de condições habitacionais de 26 mil pessoas, com ​​​​a discriminação racial, de sexo e com a violência policial.

Nesta segunda-feira comemoram-se os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e em novembro assinalaram-se os 40 anos da adesão de Portugal à Convenção Europeia dos Direitos Humanos. Qual é a importância destas datas?
Estes 70 e estes 40 anos, além de datas redondas, são um momento muito oportuno e muito importante para fazermos memória e para tornarmos presente o que é a Declaração Universal dos Direitos Humanos e aquilo que são os valores que estão lá transcritos e muito bem transcritos. É um documento final de uma herança histórica que já vem de há muitos anos, desde a Bill of Rights [carta de direitos aprovada pelo Parlamento inglês em 1689], desde a Revolução Francesa, e podemos andar ainda mais para trás na história e veremos estes valores plasmados já na filosofia clássica.

Nos anos recentes estamos a assistir à ascensão líderes autoritários - aquela figura característica do homem forte que nos vem salvar a todos. Portanto, hoje mais do que nunca é importante que as pessoas celebrem os direitos humanos que já vivemos e que se recordem de todos aqueles direitos que ainda não podemos comemorar. Em Portugal, podemos falar de refugiados, de pobreza, de discriminação racial, de discriminação de género. Também a nível político, os extremos parecem estar a ganhar força - tanto a extrema-esquerda como a extrema-direita. É preciso que as pessoas saibam que uma sociedade inclusiva, onde todos temos espaço e o direito de viver sem qualquer tipo de discriminação, está a ser posta em causa com a demonização de certo tipo de pessoas.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Ferreira Fernandes

A Europa, da gasolina lusa ao palhaço ucraniano

Estamos assim, perdidos algures entre as urnas eleitorais e o comando da televisão. As urnas estão mortas e o nosso comando não é nenhum. Mas, ao menos, em advogado de Maserati que conduz sindicalistas podíamos não ver matéria de gente rija como cornos. Matéria perigosa, sim. Em Portugal como mais a leste. Segue o relato longínquo para vermos perto.Ontem, defrontaram-se os dois candidatos a presidir a Ucrânia. Não é assunto irrelevante apesar de vivermos no outro extremo da Europa. Afinal, num canto ainda mais a leste daquele país há uma guerra civil meio instigada pelos russos - e hoje sabemos, como não sabíamos ainda há pouco, que as guerras de anteontem podem voltar.

Premium

Marisa Matias

Greta Thunberg

A Antonia estava em Estrasburgo e aproveitou para vir ao Parlamento assistir ao discurso da Greta Thunberg, que para ela é uma heroína. A menina de 7 ou 8 anos emocionou-se quando a Greta se emocionou e não descolou os olhos enquanto ela falava. Quando, no final do discurso, se passou à ronda dos grupos parlamentares, a Antonia perguntou se podia sair. Disse que tinha entendido tudo o que a Greta tinha dito, mas que lhe custava estar ali porque não percebia nada do que diziam as pessoas que estavam agora a falar. Poucos minutos antes de a Antonia ter pedido para sair, eu tinha comentado com a minha colega Jude, com quem a Antonia estava, que me envergonhava a forma como os grupos parlamentares estavam a dirigir-se a Greta.

Premium

Margarida Balseiro Lopes

O governo continua a enganar os professores

Nesta semana o Parlamento debateu as apreciações ao decreto-lei apresentado pelo governo, relativamente à contagem do tempo de carreira dos professores. Se não é novidade para este governo a contestação social, também não é o tema da contagem do tempo de carreira dos professores, que se tem vindo a tornar um dos mais flagrantes casos de incompetência política deste executivo, com o ministro Tiago Brandão Rodrigues à cabeça.