Premium Manel Cruz: "Os Ornatos transformaram-se no que as pessoas fizeram deles"

O músico Manel Cruz está de regresso aos discos com Vida Nova, o primeiro álbum em que o antigo vocalista dos Ornatos Violeta assume o verdadeiro nome, sem se esconder atrás de conceitos ou de alter ego.

Ornatos Violeta, Pluto, Supernada, Foge Foge Bandido ou Estação de Serviço foram alguns dos nomes atrás dos quais, acompanhado ou a solo, Manel Cruz sempre se escondeu. Como confessa nesta entrevista ao DN, nunca se quis assumir como músico. Era uma questão de "liberdade" ou de "compromisso", mas, como o tempo acabaria por lhe ensinar, uma coisa não existe sem outra. E eis que chegou a altura de assumir, sem medos, a carreira, a música, o público e o palco, nesse periclitante equilíbrio entre a honestidade e o ego. Até, enfim, a fama, que afinal "nem é assim tão importante".

E eis que surge Vida Nova, o primeiro disco assinado por Manel Cruz, cujo título diz tudo sobre esta nova fase da carreira de um dos mais aclamados escritores de canções da música portuguesa. "Fui obrigado a complicar para tornar tudo mais simples", explica, recordando todo o processo de composição do álbum, que vai apresentar pela primeira vez ao vivo no dia 28 abril, na Casa da Música, no Porto, e no Capitólio, em Lisboa, a 1 de maio. Para o verão, está também já anunciado novo regresso dos Ornatos Violeta, que vão celebrar em palco os 20 anos da edição do disco O Monstro Precisa de Amigos, com três concertos no NOS Alive, MEO Marés Vivas e Festival F.

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