Premium Um país distante

As aves migratórias percorrem anualmente milhares de quilómetros em busca de alimento e de climas mais amenos, as enguias e os salmões sacrificam as últimas energias vitais para poderem desovar no mesmo local onde nasceram, só nós, humanos, nos damos ao trabalho de viajar e atravessar países e continentes em busca de um tempo perdido.

Cada um terá a sua geografia: o Algarve, as praias do Norte, o Minho, as serras da Beira, Moçambique, a Madeira ou o Brasil. O locus amoenus pode remontar à primeira infância, aos anos de escola ou à adolescência, mas para todos representa um tempo sem dor nem preocupações, um paraíso utópico, antes de mordermos a maçã, de pagarmos IRS ou de termos um plano para a reforma.

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Opinião

Os aspirantes a populistas

O medo do populismo é tão grande que, hoje em dia, qualquer frase, ato ou omissão rapidamente são associados a este bicho-papão. E é, de facto, um bicho-papão, mas nem tudo ou todos aqueles a quem chamamos de populistas o são de facto. Pelo menos, na verdadeira aceção da palavra. Na semana em que celebramos 45 anos de democracia em Portugal, talvez seja importante separarmos o trigo do joio. E percebermos que há políticos com quem podemos concordar mais ou menos e outros que não passam de reles cópias dos principais populistas mundiais, que, num fenómeno de mimetismo - e de muito oportunismo -, procuram ocupar um espaço que acreditam estar vago entre o eleitorado português.