Premium Um país distante

As aves migratórias percorrem anualmente milhares de quilómetros em busca de alimento e de climas mais amenos, as enguias e os salmões sacrificam as últimas energias vitais para poderem desovar no mesmo local onde nasceram, só nós, humanos, nos damos ao trabalho de viajar e atravessar países e continentes em busca de um tempo perdido.

Cada um terá a sua geografia: o Algarve, as praias do Norte, o Minho, as serras da Beira, Moçambique, a Madeira ou o Brasil. O locus amoenus pode remontar à primeira infância, aos anos de escola ou à adolescência, mas para todos representa um tempo sem dor nem preocupações, um paraíso utópico, antes de mordermos a maçã, de pagarmos IRS ou de termos um plano para a reforma.

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Anselmo Crespo

No PSD não há inocentes

Há coisas na vida que custam a ultrapassar. A morte de alguém que nos é querido. Uma separação que nos parece contranatura. Ou uma adição que nos atirou ao charco e da qual demoramos a recuperar. Ao PSD parece terem acontecido as três coisas em simultâneo: a morte - prematura para os sociais democratas - de um governo, imposta pela esquerda; a separação forçada de Pedro Passos Coelho; e uma adição pelo poder que dá a pior das ressacas em política.