O futuro conta com o Brasil

Neste dia 9 de setembro do ano 1972, o DN tinha uma edição em que a capa se dividia entre o enaltecimento do potencial do Brasil e as sequelas do massacre nos Jogos Olímpicos de Munique.

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O melhor de Portugal, o pior do resto do mundo. Assim se dividia a capa do DN neste dia, em 1972, apenas quatro dias depois do ataque de um grupo de terroristas palestinianos (Setembro Negro) que resultou em 17 mortes nos Jogos Olímpicos que decorriam na cidade alemã de Munique.

"Represálias pela tragédia de Munique: aviões israelitas bombardearam a Líbia e a Síria", escrevia o DN, relatando a resposta de Israel ao atentado aos seus atletas. Ao lado, grande destaque era dado também à equipa olímpica americana, pelos piores motivos: "Mais um escândalo em Munique: banidos para sempre os atletas americanos que foram vaiados pelo público por terem desrespeitado a sua bandeira." O jornal contava que nunca mais poderiam participar em Jogos Olímpicos os atletas medalhados Vince Matthews e Wayne Collett, por terem gozado durante a celebração da sua vitória ao tocarem o hino.

Ainda assim, eram boas novas, e em língua portuguesa, que abriam o DN neste dia. 150 anos depois de o Brasil se tornar num "império político, agora tem um império espiritual em perspetiva. Esse império o visiono para a língua portuguesa", previa Marcello Caetano, num de cinco discursos em 12 horas de escala no Rio de Janeiro. "O Brasil não tem de interrogar o futuro, é o futuro que tem de contar com o Brasil."