Premium Os ódios sociais

Muitas formas publicitárias de representação dos telemóveis tratam-nos como objetos inocentes e transparentes, a ponto de nos fazerem desistir de perguntar o que significa estar "em rede" - será preciso ir para lá das explicações de Mark Zuckerberg.

Entre as imagens que vi esta semana, registei esta com especial atenção. Pertence a um vídeo da CNN que acompanha uma notícia (colocada online na quinta-feira) sobre a italiana Liliana Segri, senadora vitalícia de 89 anos responsável pela criação de uma comissão parlamentar contra o ódio, o racismo e o antissemitismo. Segundo dados do centro de documentação da Fundação Judaica sediada em Milão, Segri tem sido alvo de mensagens "particularmente agressivas", publicadas nas chamadas redes sociais à média de duas centenas por dia.

A imagem surge num registo audiovisual muito breve (pouco mais de dois minutos) que complementa a notícia. As legendas não são opcionais: por certo reconhecendo a importância do que é dito pelas duas pessoas entrevistadas - o alemão Manfred Goldberg e a francesa Freda Wineman, ambos sobreviventes do Holocausto -, a CNN inscreveu-as nas próprias imagens.

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