Premium "Acham muito bem a greve mas elas têm de fazer o jantar"

Sindicalistas unidas ou nem tanto... A greve feminista não foi o que podia ter sido, e isso deveu-se, segundo as sindicalistas, à falta de empenhamento dos sindicatos, das centrais e, também, dos homens do movimento. Ainda há muito por fazer.

Hoje faço greve! E começo logo de manhã... Não levo as minhas filhas à escola e também não farei tarefas domésticas (óbvio), nada." Joana Micaelo, 34 anos, professora, respondia assim ao apelo do DN no Twitter a quem participaria na greve feminista de 8 de março, a primeira em Portugal. Joana dá aulas em duas escolas - uma secundária e outra profissional - no Alentejo e não conhece mais ninguém que faça greve. "Estou a tentar arranjar transporte para ir a Lisboa."

O sindicato de que é associada não aderiu. Mas o STOP - Sindicato de Todos os Professores fez pré-aviso. Joana quer fazer esta greve por vários motivos. "Assumo-me como feminista, quero dizer que estou aqui e quero participar numa greve internacional. Tenho duas filhas e acho que é importante que elas cresçam num ambiente de luta. E quero também dar o exemplo aos meus alunos, porque lhes falo de igualdade nas aulas."

Ler mais

Exclusivos

Premium

Margarida Balseiro Lopes

Legalização do lobbying

No dia 7 de junho foi aprovada, na Assembleia da República, a legalização do lobbying. Esta regulamentação possibilitará a participação dos cidadãos e das empresas nos processos de formação das decisões públicas, algo fundamental num Estado de direito democrático. Além dos efeitos práticos que terá o controlo desta atividade, a aprovação desta lei traz uma mensagem muito importante para a sociedade: a de que também a classe política está empenhada em aumentar a transparência e em restaurar a confiança dos cidadãos no poder político.