Premium Polícias queixam-se de falta de apoio psicológico na PSP e na GNR

Numa semana em que se registaram dois suicídios, com elementos da GNR e da PSP a usarem a arma de serviço, os representantes dos polícias criticam a falta de investimento na prevenção. "Há mais teoria do que prática."

Os elementos das forças de segurança consideram que o apoio psicológico prestado por PSP e GNR funciona mal, com atuação deficiente na área da prevenção do suicídio, e com a prática a ser diferente do que muitas vezes é apresentado no papel. Tanto César Nogueira, presidente da Associação Profissional da Guarda, como Paulo Rodrigues, que dirige a ASPP/PSP, criticam a escassez de recursos nos gabinetes de psicologia. Na última semana registaram-se dois suicídios nas forças de segurança, com um agente da PSP na Madeira e um militar da GNR de Coimbra a usarem as armas de serviço para se matarem no interior de instalações policiais. Desde o ano 2000 até agora registaram-se 145 suicídios de elementos da PSP e da GNR.

Na GNR a situação parece ser mais preocupante. "O que sabemos é que agora está tudo centralizado em Lisboa, num único gabinete de psicologia. A delegação do Porto tem sido esvaziada e nem há consultas de psicologia atualmente", disse ao DN César Nogueira, dirigente da principal associação representativa dos guardas, para quem "todos os comandos deviam ter, no mínimo, um psicólogo". Para ter uma consulta no psicólogo, um guarda de Bragança tem de ir a Lisboa. "O que assistimos é que a este nível a situação, em vez de melhorar, tem piorado", garante César Nogueira. O DN solicitou ao comando-geral da GNR dados e informações sobre os gabinetes, mas não obteve resposta.

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