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Educação

Abrantes ensaia novo modelo de avaliação do 1.º ao 12.º ano

Um grupo de professores de Abrantes desenhou um novo modelo de avaliação pensado para alunos com pior aproveitamento escolar e que será testado já neste ano letivo. Não dizem adeus às notas nos testes, porque essas têm de continuar a existir, mas para chegar até elas o caminho será diferente.

"Imaginemos que nos mandam fazer análises, o médico soma o valor das análises e diz: 'Olhe, o senhor tem 790.' E o que é que este número nos diz? Nada. Se eu tiver os números parcelares de cada fator analisado, consigo saber, por exemplo, se tenho o colesterol alto. A partir daqui, o médico vai dizer o que devo fazer para melhorar. O mesmo que fazemos através desta [nova] avaliação." É através do recurso a analogias que o diretor do Agrupamento de Escolas n.º 1 de Abrantes, em Santarém, escolhe explicar o novo modelo de avaliação que começará a ser aplicado já neste ano letivo.

A partir de setembro, cerca de 200 professores e perto de dois mil alunos deste agrupamento, do 1.º ao 12.º ano, irão beneficiar de um novo método pensado para alunos que vivem em ambiente mais desfavorecido a nível económico e com pior aproveitamento escolar. A ideia começou a ser desenhada há cerca de um ano, inspirada na autonomia curricular concedida às escolas públicas.

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