Premium O cardeal Barbarin no banco dos réus. "Nunca escondi ou encobri factos"

Arcebispo de Lyon responde por alegado encobrimento de agressões sexuais a mais de 60 escuteiros menores de 15 anos por um padre da diocese. Factos estavam prescritos, defende-se Philippe Barbarin.

De fato escuro e cabeção, olhos fechados, as mãos cruzadas junto aos lábios e uma aparência pálida, como descreve a jornalista do Libération, o arcebispo de Lyon, cardeal Philippe Barbarin, sentou-se na segunda-feira no banco dos réus, no Tribunal Criminal daquela cidade francesa, para sacudir qualquer responsabilidade no alegado encobrimento de agressões sexuais a menores de 15 anos.

Barbarin terá confidenciado que "precisava de silêncio e orações". Ou talvez um pouco mais do que isso: em tribunal, no primeiro dia de julgamento, Barbarin disse que só ali estava "por respeito à justiça e às vítimas", depois de recentemente o prelado ter dito que "só" tinha "um juiz que é o Senhor".

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Adriano Moreira

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