Premium O cardeal Barbarin no banco dos réus. "Nunca escondi ou encobri factos"

Arcebispo de Lyon responde por alegado encobrimento de agressões sexuais a mais de 60 escuteiros menores de 15 anos por um padre da diocese. Factos estavam prescritos, defende-se Philippe Barbarin.

De fato escuro e cabeção, olhos fechados, as mãos cruzadas junto aos lábios e uma aparência pálida, como descreve a jornalista do Libération, o arcebispo de Lyon, cardeal Philippe Barbarin, sentou-se na segunda-feira no banco dos réus, no Tribunal Criminal daquela cidade francesa, para sacudir qualquer responsabilidade no alegado encobrimento de agressões sexuais a menores de 15 anos.

Barbarin terá confidenciado que "precisava de silêncio e orações". Ou talvez um pouco mais do que isso: em tribunal, no primeiro dia de julgamento, Barbarin disse que só ali estava "por respeito à justiça e às vítimas", depois de recentemente o prelado ter dito que "só" tinha "um juiz que é o Senhor".

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Ferreira Fernandes

A Europa, da gasolina lusa ao palhaço ucraniano

Estamos assim, perdidos algures entre as urnas eleitorais e o comando da televisão. As urnas estão mortas e o nosso comando não é nenhum. Mas, ao menos, em advogado de Maserati que conduz sindicalistas podíamos não ver matéria de gente rija como cornos. Matéria perigosa, sim. Em Portugal como mais a leste. Segue o relato longínquo para vermos perto.Ontem, defrontaram-se os dois candidatos a presidir a Ucrânia. Não é assunto irrelevante apesar de vivermos no outro extremo da Europa. Afinal, num canto ainda mais a leste daquele país há uma guerra civil meio instigada pelos russos - e hoje sabemos, como não sabíamos ainda há pouco, que as guerras de anteontem podem voltar.

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Marisa Matias

Greta Thunberg

A Antonia estava em Estrasburgo e aproveitou para vir ao Parlamento assistir ao discurso da Greta Thunberg, que para ela é uma heroína. A menina de 7 ou 8 anos emocionou-se quando a Greta se emocionou e não descolou os olhos enquanto ela falava. Quando, no final do discurso, se passou à ronda dos grupos parlamentares, a Antonia perguntou se podia sair. Disse que tinha entendido tudo o que a Greta tinha dito, mas que lhe custava estar ali porque não percebia nada do que diziam as pessoas que estavam agora a falar. Poucos minutos antes de a Antonia ter pedido para sair, eu tinha comentado com a minha colega Jude, com quem a Antonia estava, que me envergonhava a forma como os grupos parlamentares estavam a dirigir-se a Greta.

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Margarida Balseiro Lopes

O governo continua a enganar os professores

Nesta semana o Parlamento debateu as apreciações ao decreto-lei apresentado pelo governo, relativamente à contagem do tempo de carreira dos professores. Se não é novidade para este governo a contestação social, também não é o tema da contagem do tempo de carreira dos professores, que se tem vindo a tornar um dos mais flagrantes casos de incompetência política deste executivo, com o ministro Tiago Brandão Rodrigues à cabeça.