Premium "Um país às direitas significa um país de contas certas"

Bruno Ferreira Costa foi militante do PSD, mas saiu há cinco anos, desiludido. Encontrou agora no Aliança, que começa hoje o seu congresso fundador em Évora, nova razão de voltar à política. Santana confiou-lhe o programa do novo partido. Em entrevista ao DN, o professor universitário garante que a futura força de André Ventura, o Chega, não é compatível com os valores democráticos e a frente de direita que querem ajudar a construir.

É a primeira vez que milita num partido? Porque aderiu ao Aliança?

Fui militante do PSD durante dez anos, até 2013. Portanto, a minha saída do PSD não coincide com a criação deste partido. Foi há cinco anos, agora senti necessidade de voltar a dar a cara e a considerar que era um bom momento para isso. Tendo em conta o projeto [do Aliança] que foi apresentado, a Declaração de Princípios que foi logo lançada, senti necessidade de nesta fase voltar à política que digo que é a primeira vez ativa, porque fui apenas militante de base. Era militante de Vila Nova de Gaia.

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Anselmo Borges

Islamofobia e cristianofobia

1. Não há dúvida de que a visita do Papa Francisco aos Emirados Árabes Unidos de 3 a 5 deste mês constituiu uma visita para a história, como aqui procurei mostrar na semana passada. O próprio Francisco caracterizou a sua viagem como "uma nova página no diálogo entre cristianismo e islão". É preciso ler e estudar o "Documento sobre a fraternidade humana", então assinado por ele e pelo grande imã de Al-Azhar. Também foi a primeira vez que um Papa celebrou missa para 150 mil cristãos na Península Arábica, berço do islão, num espaço público.

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Uma ameaça à cidadania

A conquista ocidental, que com ela procurou ocidentalizar o mundo em que agora crescem os emergentes que parecem desenhar-lhe o outono, do modelo democrático-liberal, no qual a cidadania implica o dever de votar, escolhendo entre propostas claras a que lhe parece mais adequada para servir o interesse comum, nacional e internacional, tem sofrido fragilidades que vão para além da reforma do sistema porque vão no sentido de o substituir. Não há muitas décadas, a última foi a da lembrança que deixou rasto na Segunda Guerra Mundial, pelo que a ameaça regressa a várias latitudes.