Premium Família trava transladação de Soares para o Panteão

Mário Soares morreu a 7 de janeiro de 2017 e um ano depois surgiu no Parlamento, por iniciativa de um deputado do PS, a ideia de transladar os seus restos mortais para o Panteão. O mesmo PS prepara-se agora para travar o processo.

O PS vai recuar na intenção de transladar Mário Soares para o Panteão Nacional. Dois diplomas aguardam agendamento no Parlamento e assim ficarão, naquilo que constituirá objetivamente um veto de gaveta. A ideia já tinha merecido apoio do Presidente da República. E na sequência dela o PSD propôs o mesmo para Francisco Sá Carneiro, o que Marcelo Rebelo de Sousa também apoiou.

Um dos diplomas é um projeto de resolução que tem como primeiro subscritor o deputado socialista Júlio Miranda Calha e pelo qual se determina a "concessão de honras do Panteão Nacional ao Presidente Mário Soares". A seguir à assinatura de Miranda Calha - um dos dois sobreviventes da Constituinte ainda em funções na Assembleia da República (o outro é Jerónimo de Sousa) - constam as de outros deputados do PS (Sérgio Sousa Pinto, Bacelar de Vasconcelos ou o próprio Carlos César, por exemplo), mas também do PSD, começando pela do atual líder da bancada, Fernando Negrão.

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Ferreira Fernandes

A Europa, da gasolina lusa ao palhaço ucraniano

Estamos assim, perdidos algures entre as urnas eleitorais e o comando da televisão. As urnas estão mortas e o nosso comando não é nenhum. Mas, ao menos, em advogado de Maserati que conduz sindicalistas podíamos não ver matéria de gente rija como cornos. Matéria perigosa, sim. Em Portugal como mais a leste. Segue o relato longínquo para vermos perto.Ontem, defrontaram-se os dois candidatos a presidir a Ucrânia. Não é assunto irrelevante apesar de vivermos no outro extremo da Europa. Afinal, num canto ainda mais a leste daquele país há uma guerra civil meio instigada pelos russos - e hoje sabemos, como não sabíamos ainda há pouco, que as guerras de anteontem podem voltar.

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Marisa Matias

Greta Thunberg

A Antonia estava em Estrasburgo e aproveitou para vir ao Parlamento assistir ao discurso da Greta Thunberg, que para ela é uma heroína. A menina de 7 ou 8 anos emocionou-se quando a Greta se emocionou e não descolou os olhos enquanto ela falava. Quando, no final do discurso, se passou à ronda dos grupos parlamentares, a Antonia perguntou se podia sair. Disse que tinha entendido tudo o que a Greta tinha dito, mas que lhe custava estar ali porque não percebia nada do que diziam as pessoas que estavam agora a falar. Poucos minutos antes de a Antonia ter pedido para sair, eu tinha comentado com a minha colega Jude, com quem a Antonia estava, que me envergonhava a forma como os grupos parlamentares estavam a dirigir-se a Greta.

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Margarida Balseiro Lopes

O governo continua a enganar os professores

Nesta semana o Parlamento debateu as apreciações ao decreto-lei apresentado pelo governo, relativamente à contagem do tempo de carreira dos professores. Se não é novidade para este governo a contestação social, também não é o tema da contagem do tempo de carreira dos professores, que se tem vindo a tornar um dos mais flagrantes casos de incompetência política deste executivo, com o ministro Tiago Brandão Rodrigues à cabeça.