Premium O som do silêncio

Na praia da Barra, onde morei durante quatro anos, era o vento, o grasnar das gaivotas e, de vez em quando, o mar.

Em Florença, onde fiz o doutoramento, chegava dos sinos distantes, das vozes estranhas e desesperadas do hospital psiquiátrico em frente e dos comboios a passar (aprendi que até os comboios podem transportar silêncios).

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Ferreira Fernandes

A Europa, da gasolina lusa ao palhaço ucraniano

Estamos assim, perdidos algures entre as urnas eleitorais e o comando da televisão. As urnas estão mortas e o nosso comando não é nenhum. Mas, ao menos, em advogado de Maserati que conduz sindicalistas podíamos não ver matéria de gente rija como cornos. Matéria perigosa, sim. Em Portugal como mais a leste. Segue o relato longínquo para vermos perto.Ontem, defrontaram-se os dois candidatos a presidir a Ucrânia. Não é assunto irrelevante apesar de vivermos no outro extremo da Europa. Afinal, num canto ainda mais a leste daquele país há uma guerra civil meio instigada pelos russos - e hoje sabemos, como não sabíamos ainda há pouco, que as guerras de anteontem podem voltar.