Premium Aconteceu em 1975 - O dia em que a Rádio Renascença foi destruída

A edição de dia 8 de novembro do Diário de Notícias noticiava que o Conselho da Revolução tinha ordenado o rebentamento de três cargas de explosivos para destruir o posto emissor da rádio católica. Uma decisão condenada pelos paraquedistas que participaram na operação.

Os paraquedistas que participaram na destruição das instalações da Rádio Renascença protestaram contra as ordens do Conselho de Revolução (CR), que os levaram a participar no rebentamento de três cargas de explosivos para que fosse silenciada.

Os militares justificaram que não estavam informados sobre a missão, repudiando o ato que praticaram por se tratar de um meio de comunicação que tinha sido uma voz ao serviço do povo desde a revolução de 25 do Abril desse ano.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Liderança

Jill Ader: "As mulheres são mais propensas a minimizarem-se"

Jill Ader é a nova chairwoman da Egon Zehnder, a primeira mulher no cargo e a única numa grande empresa de busca de talentos e recursos. Tem, por isso, um ponto de vista extraordinário sobre o mundo - líderes, negócios, política e mulheres. Esteve em Portugal para um evento da companhia. E mostrou-o.

Premium

Viriato Soromenho Marques

Madrid ou a vergonha de Prometeu

O que está a acontecer na COP 25 de Madrid é muito mais do que parece. Metaforicamente falando, poderíamos dizer que nas últimas quatro décadas confirmámos o que apenas uma elite de argutos observadores, com olhos de águia, havia percebido antes: não precisamos de temer o que vem do espaço. Nenhum asteroide constitui ameaça provável à existência da Terra. Na verdade, a única ameaça existencial à vida (ainda) exuberante no único planeta habitado conhecido do universo somos nós, a espécie humana. A COP 25 reproduz também outra figura da nossa iconografia ocidental. Pela 25.ª vez, Sísifo, desta vez corporizado pela imensa maquinaria da diplomacia ambiental, transportará a sua pedra penitencial até ao alto de mais uma cimeira, para a deixar rolar de novo, numa repetição ritual e aparentemente inútil.