Premium Outros bairros

Quando eu morava em Florença, mais especificamente no bairro de San Lorenzo, apanhava diariamente o autocarro para a universidade junto à praça do Duomo, bem no centro na cidade. Ali se concentravam (e presumo que ainda o façam) massas de turistas guiadas por chapéus-de-chuva e também os vendedores de rua e os pedintes que sempre as acompanham. Na esquina oposta à paragem estava sempre um senhor de muita idade, sentado no chão, com a caixa do violino aberta à sua frente enquanto torturava as cordas do instrumento e algumas melodias populares da música italiana. Eram poucas as moedas e percebia-se porquê, não só a arte não merecia o óbolo como era fisicamente doloroso aproximarmo-nos da fonte do ruído.

Foi uma lição que não esqueci, que a vida é a maior de todas as artes.

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