Exclusivo Pauline Baynes, a mulher que emprestou rigor cartográfico ao mundo de Tolkien

Aparentemente nada ligaria o território de fantasia de Lilliput de Jonathan Swift e a ilustração rigorosa da britânica Pauline Baynes. Contudo, o mundo dos mapas fictícios e uma revista de humor inglesa unem os dois.

Imperou numa ilha do Índico com não mais de 12 milhas de circunferência a sudoeste de Sumatra. De seu nome Golbasto Momarem Evlame Gurdilo Shefin Mully Ully Gue, ordenava em Lilliput, território insular separado por pouco mais de 700 metros da ilha gémea, embora oponente feroz, de Blefescu. O que Golbasto tinha em amplitude de nome, perdia em altura, não mais do que 15 centímetros bem medidos dos pés à cabeça. Lilliput e Blefescu, retratos satíricos da Grã-Bretanha e França do século XVIII, habitam há perto de três séculos as páginas do livro As Viagens de Gulliver.

A obra, saída da criativa do irlandês Jonathan Swift, deixou mais do que um testemunho escrito das deambulações de Lemuel Gulliver, cirurgião, mais tarde capitão de diversos navios (como o documentava o título original do livro). Swift deixou testemunho em mapas dos territórios que serviram de périplo a Gulliver. Entre eles, as duas ilhas que se digladiavam. O criador de paragens como Balnibarbi, Luggnagg, Glubbdubdrib, inscrevia a componente gráfica da sua obra numa longa linhagem de mapas fictícios, criadores de mundos que, para o leitor, têm a solidez da realidade.

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