Premium Pogba descobriu problemas melhores

Antes sequer de começar, o primeiro dia dos quartos-de-final colocou todos os envolvidos perante um problema para resolver. Ao Uruguai faltava Cavani, 50% da sua letal dupla ofensiva - talvez a única parelha de avançados no futebol actual capaz de ensaiar jogadas de combinação quando ambos se encontram a 50 metros um do outro (como Portugal lamentavelmente confirmou).

À França faltava Matuidi, uma espécie de resguardo táctico assimétrico cuja versatilidade ajuda Deschamps a dormir mais descansado e o impede de seguir o seu instinto secreto, que é começar cada partida com sete trincos e três fadas-madrinhas. Ao Brasil faltava Casemiro, que, além de ser o jogador mais talentoso na história do futebol a cometer faltas que só são vistas pelos telespectadores, é também um guarda-costas de tremenda eficácia. Quanto à Bélgica, sem ausências forçadas, foi a única a apresentar-se apenas com o problema do costume: como marcar o golo acidental que lhe permita jogar o resto do jogo com espaço livre suficiente para conseguir marcar outro.

Ler mais

Exclusivos