Premium "State of the Union" – pesadelo na Terra. Trump leva o Óscar

Não preciso de dizer o quanto não gosto de Trump. É, portanto, incompreensível o que me fez ficar acordado até às 3.30 de quarta-feira para ver o discurso do Estado da Nação. Com Obama conseguia dormir. Estava minimamente seguro. Com Trump ninguém está. Vejo Stephen Colbert (SIC Radical) em bingewatch como quem vê uma novela, o The New York Times é para mim um jornal do bairro e a CNN passou a ser o meu canal - e Fareed Zakaria o seu profeta. Devo estar doente. Ou o mundo. Talvez os dois. Basta olhar para a capa de ontem da The Economist (que andou anos quase "negacionista"... e ver o título): "Alerta Crude - a verdade sobre o petróleo e as alterações climáticas".

A maior empresa do mundo de carburantes, a Exxon Mobil, prevê aumentar a exploração de petróleo em 25% e assegura que até 2030 a procura mundial vai crescer 13%. O facto de sermos cada vez mais seres humanos no planeta explicará certamente boa parte deste crescimento. A nossa inconsciência global também. E esta América, ainda o principal poluidor do mundo, não age a partir de Washington de forma a mudar o paradigma mundial. Vamos mesmo rebentar com o planeta?

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Pedro Lains

O Banco de Portugal está preso a uma história que tem de reconhecer para mudar

Tem custado ao Banco de Portugal adaptar-se ao quadro institucional decorrente da criação do euro. A melhor prova disso é a fraca capacidade de intervir no ordenamento do sistema bancário nacional. As necessárias decisões acontecem quase sempre tarde, de forma pouco consistente e com escasso escrutínio público. Como se pode alterar esta situação, dentro dos limites impostos pelas regras da zona euro, em que os bancos centrais nacionais respondem sobretudo ao BCE? A resposta é difícil, mas ajuda compreender e reconhecer melhor o problema.