Premium Inês Henriques ultrapassou o ídolo Rosa Mota

Marchadora inspirou-se na capacidade de superação e adaptação a novas disciplinas de Rosa Mota e venceu as duas primeiras corridas de 50 km, em 2017 (Mundial) e nesta terça-feira (Europeu). Nos anos 1980, o ídolo ganhou a primeira maratona num Europeu e a segunda num Mundial.

Inês Henriques tinha um plano: seguir as passadas de Rosa Mota, que corria no meio do pelotão no meio-fundo, mas se destacou na longa distância, e atrair cada vez mais mulheres para uma disciplina que há anos vinha reclamando para as provas internacionais, os 50 km marcha, que pretende ver incluídos nos Jogos Olímpicos de 2020 ou 2024.

"Lembro-me de que a Rosa Mota era uma corredora banal nas provas de 5000 m e 10 000 m. Só quando passou para a maratona veio a revelar-se uma atleta excecional. A Inês pode seguir as suas pisadas", lançara, baseado nas convicções da atleta, o treinador Jorge Miguel a 15 de janeiro de 2017, quando a marchadora estabeleceu o recorde do mundo dos 50 km, fazendo 4:08.25 horas numa corrida inserida no Campeonato Nacional de Estrada, em Porto de Mós (Leiria). O anterior máximo (4:10.59 horas), estabelecido em 1976 pela sueca Monica Svensson, nem era reconhecido oficialmente.

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