Premium "Brigado!". "Magina!"

A língua é puro Darwin, eu sei. Mas, para que uma palavra sobrepuje outra e se ponha em seu lugar, é preciso haver um sentido.

O poeta Ezra Pound dizia que era preciso manter a língua eficiente. Palavras corrompidas, usadas fora do contexto, e a substituição arbitrária e compulsória de umas por outras tornam a língua mais pobre, imprecisa, ineficiente. Com isso, produzem pensamentos frouxos e, como se diz no Brasil, a vida vai para o beleléu.

Hoje em dia, ao agradecer a alguém por qualquer favor que se lhe faça, quase nenhum brasileiro diz mais "Obrigado!". O gato comeu o primeiro "o". Milhões agora gorgolejam, ao responder, um excruciante "Brigado!". Não que isso seja novidade - apenas se tornou uma regra não escrita. Só falta começarmos a ver isso escrito. Naturalmente, o mesmo empobrecimento que produz o "Brigado!" impede que, se for uma mulher, ela diga "Obrigada!".

Ler mais

Exclusivos