Siamesas separadas em Portugal

Depois do sucesso da cirurgia desempenhada pelo grande cirurgião-pediatra Gentil Martins, as gémeas já tinham data marcada para regressar a casa, apenas dez dias depois.

"Ao fim de duas horas e meia de uma operação inicialmente prevista para durar quatro horas, e que foi transmitida por um circuito interno de televisão, as duas crianças, que fazem três meses no dia 27, estavam completamente separadas", contava então o DN, neste dia 7 de setembro de 1989.

Unidas pelo peito, este jornal relatava que o facto de os corações estarem apenas encostados e "ligados pelo pericárpio" e de os fígados serem dois, ainda que incompletos, "facilitou a melindrosa e de novo bem sucedida intervenção da equipa de Gentil Martins".

"Foi um sucesso a intervenção cirúrgica para separar as duas gémeas siamesas internadas no Hospital de D. Estefânia", com o médico a admitir que as crianças pudessem "regressar a casa dentro de dez dias, em condições de fazerem uma vida normal".

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