Premium A geopolítica da inteligência artificial: quem vai ganhar a corrida à nova tecnologia?

As novas disputas de poder mundiais não serão comerciais. Serão automatizadas, dependentes do poder da inteligência artificial. Amy Webb, futuróloga americana, diz que a corrida à nova tecnologia será ganha pela China, alterando o equilíbrio político.

Na sua versão mais simples, a inteligência artificial é um sistema computorizado que toma decisões autónomas a partir de algoritmos predefinidos. Neste momento a IA está no seu grau mais simples, em que é definida como fraca: isso corresponde à execução de uma única tarefa, que pode ser algo tão simples como jogar um jogo de xadrez ou algo mais complexo como a condução autónoma de um veículo. Mas a inteligência artificial está prestes a ser realidade: isto irá acontecer quando o mesmo sistema conseguir executar diversas tarefas complexas em simultâneo graças a redes neuronais estruturadas que multiplicam as capacidades de processamento algorítmico.

Amy Webb é a futurista que dirige o Future Today Institute, uma entidade de investigação que se especializa em identificar os sinais das tecnologias emergentes. Ela sintetiza o estado atual da IA: "Em algum momento vamos ter de permitir que os sistemas informáticos aprendam sozinhos e se programem a si mesmos. Na verdade, já entrámos nessa fase, graças às redes generativas antagónicas. Imaginem duas inteligências artificiais que se treinam com o mesmo conjunto de dados: uma cria imagens de um rosto, a outra avalia quão realistas essas imagens são; baseada nessa análise, a primeira IA faz acertos até ser capaz de enganar a segunda. O objetivo não é criar imagens credíveis, é criar imprevisibilidade. O objetivo final é criar sistemas autónomos capazes de ultrapassar a inteligência humana em certos aspetos, por forma a resolver problemas altamente complexos."

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