Exclusivo Zingaretti. A oposição em Itália finalmente decidiu-se pelo pós-Renzi

Antigo eurodeputado e atual governador da região do Lácio convenceu 66% dos eleitores nas primárias do Partido Democrático. Em contrarrelógio, o desafio é passar a mensagem aos italianos de que há uma alternativa à coligação populista e de extrema-direita.

Em maio de 2018, quando o Movimento 5 Estrelas de Luigi Di Maio e a Liga de Matteo Salvini estavam à beira de concretizar o acordo de princípio governamental, o ex-primeiro-ministro e candidato derrotado do Partido Democrático terá dito aos próximos: "Agora é a vez deles e pipocas para todos!" A frase, relatada pelo La Stampa, não caiu bem. Mas a realidade é que até agora o partido de centro-esquerda, em crise, estava remetido a um papel secundário. E a oposição às políticas nacionalistas e de combate à imigração fez-se sobretudo ao nível autárquico, como a recente manifestação contra o racismo em Milão.

A página foi virada no sábado quando, por fim, a formação italiana escolheu o novo secretário-geral, através de eleições primárias abertas à população. A grande surpresa foi a taxa de participação: 1,8 milhões de eleitores (cada um contribuiu com dois euros), quando a fasquia estava colocada no milhão de votantes.

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