Premium Amadores sim, inocentes é que não

Acabado de aterrar em Frankfurt, depois de dez horas de viagem, a primeira coisa que faço é ligar o telemóvel. E como ele parecia ansioso para que eu o ligasse! Em poucos segundos, despejou-me um Portugal à beira de uma crise política por causa das carreiras dos professores, capaz de fazer cair um governo a poucas semanas das eleições europeias - e a menos de meio ano das legislativas. Das duas, uma: ou o telemóvel estava avariado ou os partidos políticos tinham perdido a cabeça.

Nesta curta-metragem não há inocentes, mas há, claramente, muito amadorismo e alguma irresponsabilidade. Não há vencedores nem vencidos, mas há um sistema político-partidário que sai claramente fragilizado. E há ainda os professores que, pela voz do seu indefetível Mário Nogueira, insistem neste massacre diário que dura há décadas e que já triturou vários ministros da Educação. Desta vez, quase triturou um governo.

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