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Agentes encobertos da PJ, dois italianos e 4,5 milhões de euros em cocaína

Droga foi enviada da América do Sul pela DEA, dos EUA, e foi entregue aos suspeitos por um agente encoberto da PJ em Portugal. Tribunal de Lisboa validou a prova e condenou os dois italianos a 12 anos de prisão cada.

Foi com o recurso a agentes encobertos que a Polícia Judiciária (PJ) conseguiu apanhar dois traficantes italianos e apreender mais de 111 quilos de cocaína, avaliados em 4,5 milhões de euros. Um agente, que não é funcionário de investigação criminal, foi decisivo. A defesa dos dois homens ainda contestou e argumentou que, em março de 2018, foi o agente encoberto quem colocou a droga na mala de um automóvel para minutos depois os suspeitos serem detidos numa avenida de Lisboa. O tribunal de Lisboa considerou que a ação foi legal. Os dois italianos acabaram condenados a 12 anos de prisão e serão expulsos de Portugal por um período de dez anos.

No combate ao tráfico de droga, o recurso a agentes encobertos, ou infiltrados, é frequente e envolve polícias, que atuam com identidade fictícia, ou o recurso a terceiros, normalmente indivíduos com ligações às redes de tráfico. Neste caso, cuja decisão do Juízo Central Criminal de Lisboa saiu a 16 de maio, a história envolve um agente encoberto português que atuou junto da rede. Não é referido qualquer elemento que possa levar a identificá-lo. Mas não foi o único agente encoberto nesta investigação que terá contornos semelhantes a outras já ocorridas.

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