Premium À espera de Obama. Uma longa jornada de frustração

Rua Passos Manuel, no Porto, encheu-se de curiosos que queriam ver o antigo presidente dos Estados Unidos. No fim, sem um vislumbre sequer, sobraram lamentos pelo tempo perdido

"Isto não é correto. Já viu? Este tempo todo aqui, esta gente toda, e o homem entra e sai pela porta do cavalo?" A desilusão de Rosa Maria espalhava-se pela multidão que montou guarda em frente ao Coliseu do Porto. Ao fim de várias horas de espera, e muitas daquelas pessoas chegaram ali logo pela manhã na expectativa de poder ver de perto o 44.º POTUS (Presidente dos Estados Unidos), nem um vislumbre de Barack Obama. Um aceno, uma espreitadela à janela, nada.

À exceção dos 3000 convidados que puderam entrar na histórica sala de espetáculos portuense para assistir à intervenção do antigo líder americano na conferência sobre alterações climáticas promovida pela empresa proprietária da Taylor's, uma das mais antigas casas de vinho do Porto, para todas as outras pessoas a memória da passagem de Obama vai ficar-se apenas pelo aparato.

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Leonídio Paulo Ferreira

Nuclear: quem tem, quem deixou de ter e quem quer

Guerrilha comunista na Grécia, bloqueio soviético de Berlim Ocidental ou Guerra da Coreia são alguns dos acontecimentos possíveis para datar o início da Guerra Fria, que alguns até fazem remontar à partilha da Europa em esferas de influência por Churchill e Estaline ainda o nazismo não tinha sido derrotado. Mas talvez 29 de agosto de 1949, faz agora 70 anos, seja a melhor opção, afinal nesse dia a União Soviética fez explodir a sua primeira bomba atómica e o monopólio da arma pelos Estados Unidos desapareceu. Sim, foi o teste em Semipalatinsk que estabeleceu o tal equilíbrio do terror, primeiro atómico e depois nuclear, que obrigou as duas superpotências a desistirem de uma Guerra Quente.