Premium 'A Favorita' ou as saudades do grande cinema histórico

Entre o talento das atrizes e o formalismo da realização, encenando as convulsões da corte inglesa no começo do século XVIII, A Favorita é um filme que procura recuperar os valores tradicionais do drama histórico.

Ah, que saudades de Bette Davis! Lembram-se dela, altiva e misteriosa, mas também humana e vulnerável, nos meandros da realeza inglesa? Por duas vezes, interpretou a figura de Isabel I (1533-1603): primeiro, em Isabel de Inglaterra (1939), epopeia melodramática centrada nos amores da rainha e do conde de Essex (pormenor nada secundário: interpretado por Errol Flynn) dirigida pelo futuro realizador de Casablanca (1942), Michael Curtiz; depois, em A Rainha Virgem (1955), de Henry Koster, tendo como pano de fundo as manobras políticas para a preparação de uma expedição ao Novo Mundo.

Quando descobrimos, agora, A Favorita, não podemos deixar de evocar esse cinema histórico que, sobretudo no período clássico (e, em particular, nos estúdios americanos e britânicos), consolidou uma imagem dos bastidores da corte inglesa que continua a marcar muitas produções, quer cinematográficas quer televisivas. Até porque, com ou sem a caução das militâncias contemporâneas, este é, de facto, um filme de celebração da dimensão feminina.

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Contramão na autoestrada

Concessionárias querem mais formação para condutores idosos

Os episódios de condução em sentido contrário nas autoestradas são uma realidade recorrente e preocupante. A maioria envolve pessoas idosas. O tema é sensível. Soluções mais radicais, como uma idade para deixar de conduzir, avaliação médica em centros específicos, não são consensuais. As concessionárias das autoestradas defendem "mais formação" para os condutores acima dos 70 anos.