Premium PSD e a maçonaria. Todos os candidatos têm ligações (até Rio)

O presidente do PSD denuncia insistentemente a influência nefasta da maçonaria dentro do partido - mas a verdade é que a comunicação da sua campanha para a reeleição está a ser dirigida por alguém que é militante ativo do Grande Oriente Lusitano há mais de 25 anos. Miguel Pinto Luz foi maçon - mas entretanto aproximou-se de uma organização arqui-inimiga, o Opus Dei.

A maçonaria "está um pouco por todo o lado e a tentar condicionar muitas coisas. Não tenho dúvidas sobre isso. Aliás, se eu não dissesse isto, era um hipócrita. Todos nós sabemos isto e ninguém tem coragem para o dizer, mas eu digo-o". No combate pela liderança do PSD, Rui Rio tem sido o campeão na denúncia da (má) influência maçónica no partido, acusando mesmo os seus dois adversários de estarem no raio de influência dos "interesses secretos, obscuros e pouco transparentes" de obediências maçónicas. O tema incendiou o debate Rui Rio-Luís Montenegro-Miguel Pinto Luz realizado pela RTP na quarta-feira passada.

Luís Montenegro e Miguel Pinto Luz tiveram de facto, em tempos, relações com a maçonaria. Montenegro diz que participou num almoço e é tudo; já Miguel Pinto Luz admite uma filiação quando era jovem - mas assegurando ter-se demitido há dez anos. Em ambos os casos, as relações foram com a chamada maçonaria regular (de que hoje a principal obediência é a Grande Loja Legal de Portugal).

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