Premium Por um sonho ou por dinheiro. Estes jovens desafiam a sorte nas nuvens

Pelo mundo, há cerca de 500 portugueses a voar ao serviço da companhia aérea Emirates. Esta quarta-feira, perto de outras 200 tentaram a sua sorte num recrutamento que decorreu em Lisboa. Quem são os candidatos e por que razão escolheram passar a vida a bordo de um avião.

"Aos sete anos, já dizia que o que queria fazer era andar nos aviões e, mais tarde, fiquei a saber que o nome para isto era 'hospedeira de bordo'." Já a noite se fazia confundir com a vestimenta preta de Rita quando finalmente saiu porta fora. Os pais, José e Cristina, esperavam-na há horas. Antes desta, tentou outras sete vezes e nunca chegou tão longe, por isso estranharam a sua demora. Rita Vidasinha, com 21 anos, entrou às oito da manhã para só sair perto das sete da tarde, já como finalista da mais recente sessão de recrutamento da Emirates, em Lisboa. Travou imediatamente a celebração junto dos pais. Ainda faltava um último teste para saber se o seu sonho de voar pela companhia aérea como hospedeira de bordo iria finalmente ganhar asas: uma prova de inglês online, que deveria ser feita em casa até às oito da noite, cujo resultado só conheceria nesta quinta-feira.

Chamam-lhe open day, não é a primeira vez que é feito em Portugal e tem como objetivo recrutar a língua portuguesa a bordo dos voos da companhia, que exige que haja sempre um falante nativo do idioma do destino, muitas vezes Portugal. Desta vez, apresentaram-se "cerca de 200 candidatos", arriscam-se alguns a adivinhar. Na última vez, segundo contam, ainda em novembro, eram perto de 500.

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