Premium E que tal um Lobo Antunes cantor?!

Miguel Lobo Antunes a cantar baladas e canções com beat eletrónico. Pedro Costa a filmar Cabo Verde em Portugal... Filmes portugueses em busca do Leopardo de Ouro em Locarno, num festival que começa hoje.

Um festival com cinema português, espírito independente e uma nova diretora que já disse publicamente que a programação vai espantar por mostrar mulheres a filmar sexo de forma diferente. Os filmes portugueses na competição são dois: Vitalina Varela, de Pedro Costa, e Technoboss, de João Nicolau, estando ainda a competir para o Leopardo de Ouro o luso-suíço Basil da Cunha, autor de O Fim do Mundo, produção suíça rodada em Portugal com contribuição da produtora Terratreme.

Um ano em que fora da competição está ainda o documentário Prazer, Camaradas, de José Filipe Costa, relato sobre o que se passou a seguir ao 25 de Abril quando muitos estrangeiros vieram ajudar na reforma agrária e nas comunidades da província. Uma aposta explícita na vitalidade do nosso cinema num certame que depois de Cannes, Veneza e Berlim assume papel fundamental na promoção da arte cinematográfica mais independente.

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Maria Antónia de Almeida Santos

Uma opinião sustentável

De um ponto de vista global e a nível histórico, poucos conceitos têm sido tão úteis e operativos como o do desenvolvimento sustentável. Trouxe-nos a noção do sistémico, no sentido em que cimentou a ideia de que as ações, individuais ou em grupo, têm reflexo no conjunto de todos. Semeou também a consciência do "sustentável" como algo capaz de suprir as necessidades do presente sem comprometer o futuro do planeta. Na sequência, surgiu também o pressuposto de que a diversidade cultural é tão importante como a biodiversidade e, hoje, a pobreza no mundo, a inclusão, a demografia e a migração entram na ordem do dia da discussão mundial.