Premium Hong Kong: o que tem Xi Jinping a perder num ano sensível para a China?

Pequim avisa manifestantes que "aqueles que brincam com o fogo morrem pelo fogo" e para não confundirem "restrição com fraqueza", havendo quem fale da possível intervenção do exército chinês. A República Popular da China assinala o 70.º aniversário a 1 de outubro e está também em plena guerra económica com os EUA.

Após dez semanas de protestos, os manifestantes não parecem preparados para deixar as ruas de Hong Kong, mesmo com o intensificar das ameaças vindas da China continental. "Aqueles que brincam com o fogo morrem pelo fogo", avisou Pequim. Os acontecimentos na ex-colónia britânica representam um dos maiores desafios para o presidente chinês, Xi Jinping, e para o Partido Comunista em décadas, ocorrendo num momento particularmente sensível.

O gigante asiático assinala, a 1 de outubro, os 70 anos da fundação da República Popular da China (ultrapassando a longevidade da União Soviética, que se desmoronou ao fim de 69 anos). A festa, que incluirá uma parada militar na Praça de Tiananmen, é suposto mostrar a força da China comunista para os próximos 70 anos.

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