Premium Um ano após a facada, Adélio Bispo ainda quer matar Bolsonaro

Absolvido por apresentar "transtorno delirante persistente", o criminoso confessou aos psicólogos da prisão onde está detido que também deseja assassinar Michel Temer. O atual presidente, entretanto, será operado no domingo, pela quarta vez, na sequência do atentado. E o local virou uma espécie de ponto turístico. Mas parece amaldiçoado.

Por volta das 15.00 (19.00 em Portugal) do dia 6 de setembro de 2018, o candidato Jair Bolsonaro, do PSL, empolgado pela receção em Juiz de Fora, Minas Gerais, bastião tradicional do PT, resolve percorrer, em ombros, o centro da cidade, apesar dos conselhos em sentido contrário do seu staff de segurança. Ao som de "Mito, Mito, Mito", umas da suas alcunhas gritada pela multidão, cruzava a Rua Halfeld com a Rua Batista de Oliveira cerca das 15.30 (19.30), quando foi atingido no abdómen por uma faca de cerca de 30 centímetros espetada por um suposto apoiante saído do meio da confusão. Um ano depois, no mesmo local, comerciantes vendem espetadas e outros petiscos na "esquina do Bolsonaro", o mais recente ponto turístico da cidade. Não é para menos: ali ocorreu o mais infame mas provavelmente o mais decisivo de todos os momentos da última campanha presidencial.

"Eu ganharia de qualquer jeito", costuma repetir o hoje presidente da República há pouco mais de oito meses Bolsonaro, que neste domingo será operado pela quarta vez em decorrência da facada por causa de uma hérnia, novamente pela equipa do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

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