Maria Júlia Cardoso tem 64 anos, há 40 que é assistente social. Frequentou três institutos para completar
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entrevista

Júlia Cardoso: "Os assistentes sociais têm de estar nas escolas. Isso faz muita falta à sociedade"

No dia em que se assinala o aniversário da mulher considerada "a mãe do trabalho social", Jane Addams, nascida a 6 de setembro de 1860, o DN entrevista a presidente da Associação dos Profissionais de Serviço Social, Júlia Cardoso, para falar da profissão, da classe e da criação de uma Ordem, após 18 anos de luta.


Primeiro, começou por ser definido como "trabalho social" - pela americana Jane Addams, pioneira no ativismo social, verdadeira assistente social, socióloga, filósofa, feminista, pacifista e reformadora, distinguida, em 1931, com o Prémio Nobel da Paz. Depois, instituiu-se o conceito de "diagnóstico social", que ainda hoje é utilizado, desenvolvido por Mary Richmond, uma seguidora de Jane.

Duas mulheres à frente do conceito e da profissão, talvez por isso ainda hoje seja uma profissão maioritariamente de mulheres. Em Portugal, nasceu em 1935, passou por várias épocas históricas e políticas, contabiliza mais de 20 mil técnicos, e tem feito um caminho, para alguns de forma silenciosa, para outros como reconhecimento, mas também marcada pela precariedade, salários baixos e desemprego.

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