Premium "Neste momento, gregos questionam as intenções de toda a gente"

Grécia vota em eleições antecipadas neste domingo e, segundo as sondagens, a Nova Democracia deve derrotar o Syriza. Quatro gregos falam ao DN sobre o estado do país que sobreviveu a três resgates da troika.

Com as eleições nacionais à porta, os gregos estão preocupados principalmente com o combate à implacável onda de calor que atormenta o país e não com a febre política que antecede umas eleições nacionais muito importantes. Os gregos são chamados às urnas quase um mês depois das eleições europeias para decidir se manterão no poder os esquerdistas radicais do Syriza transformados em sociais-democratas ou a Nova Democracia (ND), um partido conservador de centro-direita que abarcou os neoliberais e os nacionalistas. "Apesar dos esforços dos partidos políticos para criar tensão, as pessoas têm outras coisas com que se preocupar", diz ao DN Alexandra Souri, de 64 anos, comerciante de equipamentos de pesca. Ela acredita que "durante os últimos dez anos as pessoas sofreram tanto que duvidam de todos os que estão a pedir o nosso voto. Neste momento, os gregos questionam as intenções de toda a gente. Chegámos a um ponto em que a vida política do país está muito desvalorizada".

O líder do Syriza, Alexis Tsipras, convocou eleições antecipadas no início de junho, para este 7 de julho, depois de o seu partido ter ficado para trás nas europeias com uma diferença fenomenal de 9,43%, não querendo perder tempo e deixar o país na incerteza durante um período crítico, com milhões de turistas em férias, questões orçamentais, prováveis incêndios florestais e o conflito greco-turco na agenda. A pressão exercida pela ND durante os últimos quatro anos pareceu finalmente surtir efeito e, apesar da participação de 58,76% nas eleições europeias, as sondagens mostram que Kyriakos Mitsotakis e o seu partido lideram as intenções de voto por sete a oito pontos.

Ler mais

Exclusivos