Premium James Garvin: "Ir a Marte é como construir uma catedral. Não se faz num dia"

Foi cientista-chefe da NASA e está há décadas ligado ao Goddard Space Flight Center. Académico americano esteve em Lisboa e disse ao DN acreditar ser possível enviar um homem ou uma mulher a Marte. E trazê-los de volta, claro.

Conhece o filme Perdido em Marte, com Matt Damon?
Sim.

Quão cientificamente preciso é esse filme?
O Perdido em Marte é credível nos comportamentos, mas não na física fundamental. Marte é um sítio muito diferente da Terra, não segue as nossas regras. Nada de jogar futebol lá como na Terra. Então, a atmosfera de Marte é extremamente rarefeita, por isso grandes estruturas feitas para pessoas não voariam com ventos marcianos. A poeira está em todo lado, mas demora um tempo longo a acumular-se. Mas para os filmes, para Matt Damon e os produtores, é mais divertido ter o drama. Portanto, acho que a maneira como as pessoas se comportaram, tomando conta uns dos outros, sobrevivendo, é fiel àquela como os nossos grandes astronautas, mulheres e homens, agem. Mas, se pretende ser a forma como Marte se comporta, não é a maneira como eu o descreveria, enquanto terráqueo.

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