Premium Miguel Sousa Tavares: "Museu da escravatura antes do museu do mar é o mundo de pernas para o ar"

Para os mais novos, será o autor de Equador, mas o seu regresso ao ecrã da televisão não espanta os que o conhecem há muitos anos. O jornalismo sempre foi a grande paixão e agora voltou a ela.

No próximo ano e meio, Miguel Sousa Tavares não deve voltar à escrita de romances, pois está dedicado apenas ao jornalismo. Reedita agora o livro Sul, esgotado há anos, um relato de várias viagens que fez enquanto profissional da comunicação social e no qual já existia uma característica literária no registo. Na entrevista, só dá uma resposta sobre a mãe, mas para a política tem a língua mais livre e afiada. Desconfia da coincidência da greve dos médicos e enfermeiros, torce o nariz ao PAN e hesita quanto às novas estratégias de Rui Rio, mas está certo de que Marcelo Rebelo de Sousa fará um segundo mandato. Entre as viagens que acrescentou a Sul estão duas à Rússia, relato em que defende o pulso forte de Putin e, na entrevista, apoia a anexação da Crimeia.

"Viajar é olhar", dizia-lhe a sua mãe [Sophia de Mello Breyner Andresen]. Este livro reflete esse ensinamento?
Sim e reflete o olhar de um jornalista que, por definição, é alguém que tem de saber olhar e este é um livro de viagens de jornalista essencialmente. Tem muito que ver com o meu passado na Grande Reportagem, onde comecei a escrever sobre viagens e que inaugurou aquilo a que se pode chamar o jornalismo de viagens, não de viagens de agência, como depois apareceram várias revistas.

Ler mais

Exclusivos