Premium A piada perigosa

No filme Monty Python e o Cálice Sagrado há uma personagem interpretada pelo humorista John Cleese chamada Cavaleiro Negro cuja missão é, de espada em punho, vigiar e defender uma ponte.

Um dia, o rei Artur (Graham Chapman), acompanhado do seu fiel escudeiro (Terry Gilliam), tenta atravessá-la mas o cavaleiro impede-o. Paciente, o monarca começa por argumentar. Sem sucesso, não lhe resta alternativa se não partir para o uso da força: arranca-lhe o braço esquerdo no primeiro embate. Como o Cavaleiro Negro não desarma, corta-lhe o direito. Mesmo literalmente desarmado, o vigilante persiste na intenção de não deixar ninguém atravessar - até perder a perna esquerda e a direita em sucessivos golpes.

Só com cabeça e tronco, vira-se então para Artur e concede: "Tudo bem, acho que podemos chamar-lhe um empate." À medida que o rei e o assistente atravessam a ponte e se afastam, o Cavaleiro Negro ainda grita "a fugir, não é, seus covardes, voltem aqui para verem o que vos acontece".

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Adriano Moreira

O relatório do Conselho de Segurança

A Carta das Nações Unidas estabelece uma distinção entre a força do poder e o poder da palavra, em que o primeiro tem visibilidade na organização e competências do Conselho de Segurança, que toma decisões obrigatórias, e o segundo na Assembleia Geral que sobretudo vota orientações. Tem acontecido, e ganhou visibilidade no ano findo, que o secretário-geral, como mais alto funcionário da ONU e intervenções nas reuniões de todos os Conselhos, é muitas vezes a única voz que exprime o pensamento da organização sobre as questões mundiais, a chamar as atenções dos jovens e organizações internacionais, públicas e privadas, para a necessidade de fortalecer ou impedir a debilidade das intervenções sustentadoras dos objetivos da ONU.