Premium O verão quente dos politólogos

Já estão de férias, mas os jornalistas continuam a ligar-lhes. Os eventos no BE e no PSD não dão sossego aos mais conhecidos cientistas políticos nacionais.

Marina Costa Lobo, António Costa Pinto, Adelino Maltez, André Azevedo Alves, Nuno Garoupa - já para não falar do mais alto comentador da nação, Marcelo Rebelo de Sousa. Todos analisam a política diária e não lhes tem faltado matéria nos últimos dias. Eis, em síntese, o que pensam.

Marina Costa Lobo estava de férias e por isso recusou o pedido de um jornal para comentar as incidências do caso Ricardo Robles. Contudo, ontem, já em Lisboa, acedeu a falar com o DN tanto desta história como da promessa/ameaça de Santana Lopes de criar um novo partido na direita liberal.

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Patrícia Viegas

Espanha e os fantasmas da Guerra Civil

Em 2011, fazendo a cobertura das legislativas que deram ao PP de Mariano Rajoy uma maioria absoluta histórica, notei que quando perguntava a algumas pessoas do PP o que achavam do PSOE, e vice-versa, elas respondiam, referindo-se aos outros, não como socialistas ou populares, não como de esquerda ou de direita, mas como los rojos e los franquistas. E o ressentimento com que o diziam mostrava que havia algo mais em causa do que as questões quentes da atualidade (a crise económica e financeira estava no seu auge e a explosão da bolha imobiliária teve um impacto considerável). Uma questão de gerações mais velhas, com os fantasmas da Guerra Civil espanhola ainda presente, pensei.