Exclusivo Viver - e morrer - em cena 

Domingos Oliveira encenou a própria vida e a vida dos outros e, sabe-se agora, fechou ele mesmo a cortina

Creio que, em Portugal, não conhecem um cineasta, dramaturgo, roteirista e ator brasileiro chamado Domingos Oliveira, falecido na semana passada, no Rio, aos 82 anos. Era um extraordinário artista. Revelou-se em 1966 com uma deliciosa comédia de cinema, Todas as Mulheres do Mundo. Numa época em que o cinema brasileiro só queria saber de filmes de cangaceiros trocando tiros entre catos e caveiras de vacas, Domingos surpreendeu com um filme tão urbano, carioca e moderno - e moderno até hoje - como Todas as Mulheres do Mundo, que, de quebra, ainda nos deu Leila Diniz.

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