Premium Dia Mundial da Saúde – é profilático lembrar 


A democracia, constituída por pessoas e orientada para as mesmas, não assume também ela um certo cariz orgânico? Tal como o corpo humano, é algo que tem de ser cuidado e mantido. O mesmo se passa com o SNS. Hoje, é aceite que é ao SNS que cabe concretizar o direito à proteção de saúde universal, geral e tendencialmente gratuita, que a Constituição prevê. No entanto, tendo por referência uma cobertura universal, há, de facto, uma questão que se impõe: que equilíbrio possível entre o número de cidadãos alcançados, o investimento e os recursos existentes? À nossa democracia e ao SNS devemos a síntese entre qualidade e sustentabilidade que permita manter e alargar a prestação efetiva de cuidados de saúde que temos atualmente.

A esse desafio acrescem as transformações que o mundo atravessa. Instituições como a Agência Europeia do Ambiente alertam já para os efeitos das alterações climáticas na saúde pública, por exemplo. Há mais mortes relacionadas com fenómenos extremos e alterações na distribuição de algumas doenças. Sob outro prisma, até a crescente disponibilidade de novas tecnologias de saúde, que possibilitam o ambiente de trabalho inclusivo e um paradigma de qualidade de vida mais justo, causa mais esforço ao sistema.

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