Premium 70 filmes para os 70 anos da Cinemateca

A partir de hoje, a programação de novembro da Cinemateca, em Lisboa, assinala os 70 anos da instituição recuperando a memória de 70 sessões históricas. Também o novo livro Escritos sobre Cinema, de João Bénard da Costa, é um dos atos simbólicos das comemorações.

O nascimento, o amor e a morte. É sob o signo deste movimento universal que começa hoje, às 19.00, o ciclo 70 Anos, 70 Filmes, na Cinemateca. O filme é O Rio Sagrado (1951), de Jean Renoir, obra inesgotável e uma das mais belas dos anais do cinema, que levou o mestre francês à Índia para colher a espiritualidade de uma civilização num olhar estrangeiro. Eis o primeiro título do vasto conjunto de sessões que assinalam o aniversário da instituição. E porquê esta escolha? Talvez porque Renoir é um dos cineastas mais respeitados e este filme o próprio gesto da vida. Também pode ser porque através dele se conta não só a história de uma família inglesa residente em Calcutá, mas igualmente se evoca a sessão especial de um ciclo ocorrido em 1984, que incluiu a singularíssima presença de Kenneth McEldowney, o florista de Beverly Hills que se tornou produtor de Hollywood só para produzir O Rio Sagrado - e garantir a Renoir uma rodagem in loco, tirando-o da prisão dos estúdios americanos. Quanta amabilidade na origem de uma obra cinematográfica...

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