Premium Costa tira pressão de Marcelo e protege geringonça

Ao dizer que se demitirá se o decreto dos professores for aprovado na votação final e global, António Costa evita associar a sua decisão à que Marcelo terá de tomar, depois, sobre o diploma.

Corda completamente esticada. O governo vai demitir-se se o Parlamento aprovar em votação final e global o que na quinta-feira, só com os votos contra do PS e os favoráveis de PSD, BE, CDS e PCP, aprovou na especialidade: um decreto prevendo a reposição salarial total do tempo de carreira congelado aos professores (nove anos, quatro meses e dois dias).

O anúncio foi feito ontem numa declaração ao país pelo primeiro-ministro - declaração que decorreu depois de uma reunião de uma hora, em Belém, com o Presidente da República (PR) e depois de, durante a manhã, o núcleo de coordenação política do governo ter estado reunido em São Bento a analisar as consequências da aprovação do decreto.

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Adriano Moreira

Navegantes da fé

Este livro de D. Ximenes Belo intitulado Missionários Transmontanos em Timor-Leste aparece numa época que me tem parecido de outono ocidental, com decadência das estruturas legais organizadas para tornar efetiva a governança do globalismo em face da ocidentalização do globo que os portugueses iniciaram, abrindo a época que os historiadores chamaram de Descobertas e em que os chamados navegantes da fé legaram o imperativo do "mundo único", isto é, sem guerras, e da "terra casa comum dos homens", hoje com expressão na ONU.