Premium Juiz arrasa investigação do Ministério Público no caso dos Vistos Gold

Apenas quatro condenações em 21 arguidos, num processo em que o Ministério Público acreditava haver uma rede de corrupção no topo do Estado.

Fernando Henriques, o juiz presidente do coletivo que julgou os 21 arguidos do processo conhecido por Vistos Gold, suspirava fortemente em vários momentos da leitura da sentença. Julgou, nem mais nem menos, do que o primeiro grande caso de crimes económico-financeiros envolvendo quadros de topo do Estado, da era anticorrupção da ex-procuradora-geral da República (PGR) Joana Marques Vidal.

O magistrado parecia como que incomodado ou envergonhado com o facto de a investigação do Departamento Central de Investigação e Ação Penal - que criticou repetidas vezes - tivesse produzido o resultado que produziu: em 47 crimes que estavam imputados, apenas sete foram considerados provados pelo tribunal; dos 21 arguidos, apenas quatro foram condenados, dois a penas suspensas e outros dois a multa.

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