Premium O que fazer com o inimigo?

Já vamos tarde na tarefa de evitar o surgimento de partidos populistas ou extremistas. Eles estão por toda a parte, crescendo. O desafio que se coloca é outro: como lidar com eles, agora que existem e estão em vários graus de poder? Este desafio é tanto mais premente quanto esses partidos começam a ser essenciais para formar maiorias em contextos de mudança.

Há quem defenda uma espécie de cordão sanitário, excluir esses partidos de qualquer diálogo, acordo. Essa é a forma, defende-se, de ser coerente com os nossos valores: permitir um acordo parlamentar ou de governação com esses partidos será uma cedência intolerável.

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Adriano Moreira

O relatório do Conselho de Segurança

A Carta das Nações Unidas estabelece uma distinção entre a força do poder e o poder da palavra, em que o primeiro tem visibilidade na organização e competências do Conselho de Segurança, que toma decisões obrigatórias, e o segundo na Assembleia Geral que sobretudo vota orientações. Tem acontecido, e ganhou visibilidade no ano findo, que o secretário-geral, como mais alto funcionário da ONU e intervenções nas reuniões de todos os Conselhos, é muitas vezes a única voz que exprime o pensamento da organização sobre as questões mundiais, a chamar as atenções dos jovens e organizações internacionais, públicas e privadas, para a necessidade de fortalecer ou impedir a debilidade das intervenções sustentadoras dos objetivos da ONU.